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30 de Julho de 2021

Não case antes de ler este artigo

Flavia Miranda Oleare, Advogado
Publicado por Flavia Miranda Oleare
há 9 meses


Na minha “lida” no dia a dia, em regra, atendo pessoas que estão querendo se separar.

Ocorre que na grande maioria das vezes, o que percebo é que as questões pelas quais as pessoas se separam, SEMPRE existiram, desde o namoro. Alguns poucos exemplos:

O parceiro sempre bebeu sem moderação. E ainda assim, “achando” que o outro dia mudar, casaram-se. Não resolveu. E a mulher engravidou, apostando que após terem uma criança... ah sim, agora, muda! E o que acontece? NADA!

Também acontece do marido, muito apaixonado por uma mulher independente, com boa remuneração, super ocupada por conta do trabalho, admirá-la demais. E sabendo disso tudo, casa. E depois quer se separar porque a mulher trabalha 14 horas por dia e ele quase não a vê.

Outras vezes, o parceiro (a) é estúpido com a mãe, com o pai, com o garçom e com a torcida do flamengo. Mas com ela (e), não é. Não está na cara, que é questão de tempo?

E quem é instável e não para em emprego nenhum e passa a noite jogando vídeo game? Ah, a pessoa pensa... mas é assim quando é solteiro (a), após constituir família, tudo vai mudar.

O interessante é que quando a gente olha de trás pra frente, parece tão simples de ver que o desfecho foi óbvio... Já estava ali, escrito, só não enxergou quem não quis.

Sim, sei que as pessoas podem mudar. Mas elas precisam (i) reconhecer que aquilo é um problema e o mais importante (2) QUERER. Se só quem quer é o outro, nada feito!

Ao tomar uma das decisões mais importantes de toda a vida, que é o casamento, precisaríamos nos valer um pouco mais da razão e menos da emoção, pois certamente tomaríamos decisões mais acertadas.

A experiência profissional, somada a experiência de vida mostram o quanto nós conseguimos nos cegar para situações que sempre se mostraram tão óbvias e evidentes.

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A cegueira afetiva é um grande mal. Em contrapartida sempre defendo a lucidez e consciência de sermos 100% responsável pelos nossos atos. continuar lendo